10 de Dezembro de 2020 | 2 min de leitura

Enema: como realizar lavagem intestinal de maneira segura

A lavagem intestinal, ou enema, é um dos procedimentos básicos da assistência de enfermagem. Médicos, enfermeiros e técnicos estão habilitados a realizar enemas – desde que tenham recebido treinamento. A introdução de solução via sonda retal pode ser utilizada para eliminação de toxinas ou de resíduos. Ainda que seja de simples execução, pode acarretar riscos como infecções, perfuração do intestino, hemorragias e transmissão de doenças.

Na prática, a indicação da lavagem intestinal é feita pelo médico, acompanhada da prescrição da solução que deverá ser utilizada no procedimento. A aplicação e preparação do paciente fica a cargo das equipes de enfermagem. Técnicos só podem realizar enemas se estiverem acompanhados de um supervisor enfermeiro.

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Quando é indicado

A prisão de ventre é uma manifestação comum decorrente de diversas disfunções. Ausência de fibras e líquidos na alimentação, excesso de proteína animal, estresse e sedentarismo podem ser as causas. O enema tem como principal função estimular o peristaltismo e, assim, promover a evacuação. Isso ocorre porque o líquido aplicado rompe a massa fecal e distende as paredes do reto.

Algumas doenças, como diabetes, lúpus e tumores intestinais também podem gerar o problema. A preparação para cirurgias ou exames também pode exigir uma lavagem intestinal. Pacientes com fecaloma ou aqueles que não respondem a medicamentos orais e dietas laxativas também são elegíveis para o procedimento.

Como realizar o enema

A preparação para a realização do enema exige a utilização de equipamento de proteção individual: luvas de procedimento, avental, gorro, máscara cirúrgica e óculos de proteção. Outros materiais, como lençol impermeável, lubrificante e comadre, podem ser necessários. É importante também prezar pela privacidade do paciente. Ao realizar o procedimento em ambulatório, enfermaria ou quarto compartilhado, é recomendado o uso de biombo.

Em seguida, cabe ao enfermeiro orientar o paciente sobre o procedimento. Isso evita reações que possam provocar lesões. Na sequência, o paciente deve ser colocado em posição de decúbito lateral para melhor introdução da sonda (ou cânula). Só então a sonda (já lubrificada) deve ser inserida suavemente pelo ânus até atingir o reto (cerca de 7cm a 10cm). Então, de forma ritmada e lenta, é aplicado o líquido de escolha.

Após a retirada cuidadosa da sonda, é necessário que o paciente mantenha o líquido o máximo de tempo possível. Aqui, é fundamental avaliar a necessidade de fralda ou apoiar o paciente na ida ao banheiro. Em geral, bastam poucos minutos após a aplicação para que o paciente comece a expelir as fezes.


Redação Secad

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