Cachorros sentem frio e precisam de cuidados especiais no inverno

PROMEVET

Por Redação Secad   | 

Assim como seus tutores, cachorros sentem frio no inverno. Expostos a baixas temperaturas, os cães de pequeno porte não estão livres de doenças sazonais. Entre elas, a gripe, que costuma ser porta de entrada para a cinomose.

Como o frio propicia a dispersão de vírus e bactérias, cuidados veterinários com relação ao bem-estar e à vacinação do animal são a principal forma de combater doenças.

Enquanto a temperatura ideal do corpo humano é 36,5C°, cães e gatos registram média de 38C° e 39C°. Hamsters têm a temperatura média de 36C°, enquanto as tartarugas, por serem animais de sangue frio, podem registrar 24C°.

Em comum a todos, o fato de o frio poder acarretar prejuízos à saúde. Felinos e cães reagem de maneira semelhante às baixas temperaturas. Os primeiros sinais de que gatos e cachorros sentem frio são coriza, secreção (no focinho e nos olhos), prostração, caminhar lento, longos períodos dormindo, rejeição à comida e espirros.

Nesse sentido, a orientação do médico veterinário deve focar nos pequenos cuidados do cotidiano. Mas atenção: banhos muito quentes e roupas nem sempre são as melhores opções para a saúde do animal.

A água em alta temperatura pode desidratar a pele do cachorro e até lesioná-lo. Já o atrito da roupa com a pele pode enozar os pelos, que costumam ficar mais compridos durante o inverno. Aqui, a solução é a escovação constante.

Muitos tutores não gostam de manter os animais dentro de casa. Nesses casos, a indicação deve ser voltada à segurança do animal no ambiente externo, que deve estar protegido de vento, sereno e umidade.

Além disso, o tutor deve disponibilizar uma manta de tecido e revestir o ambiente com papelões ou jornais para auxiliar na manutenção da temperatura corporal do animal.

Complicações e rotina

Os animais tendem a reduzir o consumo de água no período de frio intenso. Por isso, é importante alertar os tutores quanto o monitoramento e oferta de líquido.

A ingestão calórica pode ser aumentada em até 20% para suportar o frio, mas o exercício físico deve ser mantido para evitar sobrepeso. Por isso, passeios no período da tarde – em que a temperatura tende a ser mais agradável – devem ser mantidos.

A indicação de exercícios e brincadeiras em casa aproximam o tutor do animal, facilitando a percepção de possíveis alterações na saúde do pet.

Filhotes e animais idosos são as principais vítimas das mudanças de temperatura. Os mais velhos podem sofrer de artrose, já que a atividade física diminui no inverno. Como baixas temperaturas contraem o corpo, surge a possibilidade de enrijecimento das articulações.

Em filhotes, a pelagem menos densa deixa-os mais expostos aos problemas relacionados ao frio, como hipotermia – que pode ser fatal.

Nos animais adultos, a traqueobronquite infecciosa (gripe canina) é altamente contagiosa, podendo ser transmitida através dos recipientes de alimentação e bebedouros. Exposto ao mau tempo, os cachorros sentem frio e pode iniciar um quadro de tosse seca e febre que deve ser tratado com antibiótico.

Em gatos, a gripe felina tem prevenção vacinal (V3 e V4). Mas, quando o animal está infectado, a doença é caracterizada pela rinotraqueíte e calicivirose felina, vinculadas ao trato respiratório. Ambas são comuns em ambientes de aglomeração de animais e manifestam-se por ceratoconjuntivite (rinotraqueíte) e úlceras na mucosa oral (calicivirose).

A condição também é tratada com antibióticos. Em casos de evolução para pneumonia, é necessário recorrer à internação.

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