O metilfolato tem sido cada vez mais indicado pelos médicos para atuar como agente potencializador dos tratamentos para depressão. A vitamina é a substância ativa do ácido fólico e ganhou popularidade após o jornalista Jorge Pontual conceder uma entrevista ao programa Bem-Estar, da Rede Globo, em janeiro deste ano. Ele revelou sofrer de depressão há 40 anos. Ao longo desse tempo, porém, os tratamentos tradicionais não haviam sido úteis para contornar o quadro.
A situação começou a mudar quando o jornalista realizou um teste que determina a origem genética da depressão. Na prática, o procedimento mapeia os genes identificados pela mutação MTHFR C667T. Em pacientes que apresentam a alteração, a produção da forma ativa do folato é 50% menor do que em indivíduos sem a disfunção – e isso está diretamente relacionado ao aparecimento de transtornos mentais.
O levantamento possibilitou que os médicos definissem o tratamento mais adequado para Pontual. “Minha vida mudou, meu humor ficou estável, sem aqueles altos e baixos de antes – em geral, mais baixos do que altos. A depressão ficou sob controle”, contou o jornalista, durante a entrevista. E o metilfolato tem tudo a ver com isso.
Para que serve o metilfolato?
Também conhecido como Vitamina B9, o ativo é adjuvante nos tratamentos para depressão. Entretanto, a formulação do componente é capaz de aumentar os níveis de BH4, um neurotransmissor responsável por realizar a síntese de serotonina, dopamina e noradrenalina – moléculas relacionadas aos impulsos e ao humor. Os níveis insuficientes dessas substâncias estão presentes em quadros de apatia e irritação, podendo levar à depressão.
A fórmula do metilfolato é comercializada como suplemento nutricional, já que as vitaminas do complexo B não são sintetizadas pelo corpo humano e precisam ser ingeridas como dieta complementar.
Para entender o metilfolato
O folato é encontrado naturalmente em diversos alimentos que proporcionam benefícios para os sistemas nervoso e cardiovascular – como os vegetais verde-escuros, por exemplo. Já o ácido-fólico é a versão sintética do folato, usada em medicamentos e para enriquecer alimentos, como farinhas de milho e trigo.
A aplicação é determinada pelo Ministério da Saúde como forma de enriquecer a dieta de gestantes para prevenir a ocorrência de má-formação nos fetos. Além disso, a substância pode ser receitada como suplementação. O metilfolato, por sua vez, é a forma ativada do ácido fólico, com propriedades de regulação do humor. Todos, por fim, são conhecidos popularmente como vitamina B9.
O que há no mercado nos tratamentos para depressão
Uma das versões mais indicadas do metilfolato é o suplemento nutricional Deplin. Os benefícios do medicamento foram comprovados em um estudo publicado na American Journal of Psychiatry.
A ingestão diária indicada é de 7,5mg a 15mg da substância, de acordo com a prescrição médica. O efeito do tratamento começa a partir da segunda semana de uso, em média.
Além disso, o Deplin apresentou baixa incidência de efeitos adversos – como irritabilidade, por exemplo. Nesse sentido, o metilfolato tem sido o principal adjuvante dos tratamentos para depressão e aliado do teste genético de predisposição para transtornos mentais.
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