Urgências e emergências psiquiátricas: como realizar uma abordagem humanizada

Urgência

Por Redação Secad   | 

A pandemia colocou a saúde pública em evidência mundo afora. E no Brasil não foi diferente. Além da superlotação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), urgências e emergências enfrentam sobrecarga, inclusive para estabelecer a triagem de possíveis infectados. Problemas assim, vale ressaltar, somam-se às demandas tradicionais das instituições.

Nesse contexto, o distanciamento social e as tensões atreladas à Covid-19 afetam também a saúde mental. Daí a razão pelo aumento repentino dos atendimentos psiquiátricos. A literatura refere urgências e emergências psiquiátricas como “quaisquer distúrbios que sinalizam alterações nos pensamentos, nos sentimentos, nas ações ou nos comportamentos de alguém”.

Ou seja, trata-se de condições clínicas que exigem atendimento rápido, pois oferecem risco significativo ao indivíduo ou às pessoas do convívio familiar e social.

Urgências e emergências fazem parte da chamada ‘rede de serviços substitutivos’, que depois da reforma psiquiátrica passaram a receber pacientes em sofrimento mental. A utilização dos prontos-socorros dos hospitais gerais como Serviços de Emergência Psiquiátrica (SEP) tem amparo na Política Nacional de Saúde Mental, voltada ao não isolamento psiquiátrico e à diminuição da estigmatização da doença mental.

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Como acolher pacientes psiquiátricos

O pronto-atendimento tem a função de aliviar o problema em curto prazo. Ao prestar auxílio a pacientes psiquiátricos, é importante observar possíveis lesões provocadas por autoflagelo e consumo de substâncias químicas – além de analisar as condições clínicas gerais de cada indivíduo.

A postura do profissional de saúde, nesses casos, também é imperativa para a qualidade da assistência. Transmitir clareza e segurança, relatando os objetivos do atendimento, ajudam em especial pacientes com dificuldade de comunicação.

Os pilares do acolhimento no pronto-socorro são:

  • Estabilização do quadro (controle de sintoma alvo);
  • Reconhecimento de patologias e alterações orgânicas (que podem ter ocasionado alterações mentais);
  • Estabelecimento de hipóteses diagnósticas;
  • Encaminhamento para a continuidade do cuidado.

Conforme o senso comum, a agressividade é comumente associada ao paciente psiquiátrico. Entretanto, esse comportamento é o menos frequente nos serviços de saúde. Ainda assim, para garantir a segurança do paciente e das equipes de saúde, é importante avaliar o histórico do indivíduo, já que não é possível antever uma atitude agressiva.

A Política Nacional de Saúde Mental prevê a internação hospitalar de pacientes psiquiátricos – o que pode ser decisivo para o prognóstico do paciente. Condições como autonegligência grave, risco evidente de agressão e de evolução para suicídio são preditores para a internação.

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